Vejamos o caso do jogador de futebol que ao ser indagado por um jornalista quanto à declaração de seu técnico que esbravejava “Não vamos dar mole. Se precisar quebre a perna do atacante deles!” Perguntado então pelo jornalista sobre a gravidade dessa declaração, o quão infeliz; errada foi ela, o jogador respondeu “Isso é normal. O único erro nosso foi esquecer a porta aberta”.
Outro caso curioso: Há algum tempo podia-se ler nos anúncios de empregos dos jornais “BOA APARÊNCIA” ou ainda “ÓTIMA APARÊNCIA”, que equivaleria dizer “PRIVILEGIAMOS CANDIDATOS (as) DE PELE CLARA E CABELOS LISOS, SE POSSÍVEL LOIROS!!” Padrão esse importado da Europa e dos EUA.
A divulgação desses pré-requisitos gerou discussão entre alguns órgãos de defesa dos direitos do trabalho e foram proibidos.
Atualmente um relator Sérgio Morais (que afirmou estar se “lixando” para a opinião pública), tem sido alvo isolado dessa mesma opinião pública, ao que me parece, meio influenciada pela imprensa. É claro que foi deplorável tal afirmação, mas eu pergunto a vocês leitores, se ele não tivesse falado nada publicamente, significaria que ele pensaria diferente? Quantos outros pensam iguais, e não cometeram o “erro” de dizer publicamente? E ainda: Em que, se baseiam aqueles que pensam assim?
Pois bem, fechar uma simples porta significaria “pacificar” a competitividade no futebol?
Policiando o que diz, um político estaria “Moralizando” o Congresso Nacional?
Excluir “BOA APARÊNCIA” dos anúncios de emprego significaria na prática respeitar e re-valorizar nossa diversidade étnica colocando-a no mesmo patamar que aquelas outras que a TV massificam? Anos depois dessa proibição, qual o percentual de pardos e negros você encontra trabalhando como vendedores em lojas de carro, shoppings, ou secretarias em empresas privadas?
Todas essas medidas me parecem mecanismos de camuflagem de uma cultura hipócrita que as sustentam.
Precisamos mesmo é de uma mudança real de paradigma, de subjetividade, de cultura, como um remédio contra nossa hipocrisia!
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