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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Lobão: “Ganhava pó, uísque e barra de ouro”


Na biografia "50 anos a mil", o músico conta sua relação com o comando vermelho, fala sobre o suicídio da mãe, da relação com a filha e sobre os desentendimentos com Herbert Vianna
PATRÍCIA MORAES
Jonas Tucci
A casa simples e aconchegante no bairro do Sumarezinho, Zona Oeste de São Paulo, onde o cantor e compositor carioca Lobão mora com a mulher, Regina, combina com a fase “bem resolvida e tranquila” que ele diz estar curtindo agora, aos 53 anos. Mas sua história não é nada serena: o músico acaba de lançar a biografia "50 Anos a Mil", com a colaboração do jornalista Claudio Tognolli, na qual narra o suicídio da mãe, quando ele tinha 23 anos, sua tentativa de se matar e experiências como a relação com o Comando Vermelho, facção criminosa do Rio de Janeiro. “Virei bandido mesmo, fazia assaltos, atirava, pô!”, lembra Lobão, autor de sucessos como "Me Chama" e "Vida Louca Vida".
Em entrevista a QUEM, o músico também contou histórias que não estão no livro, como a briga com Herbert Vianna, a quem acusa de plágio, e a “relação desprezível” com a filha,Júlia, de 21 anos, do relacionamento com a atriz Danielle Daumerie. Apesar de tantas polêmicas, ele diz que o livro vai divertir os leitores: “Eu sei que no fundo as pessoas vão é dar muita risada”. 

QUEM: Como se sente aos 53 anos? 
Lobão: Me sinto muito bem, estou melhorzinho, não sou titio, “yo soy Lobón”. Só meu olho que está mal. Uso óculos para miopia, mas mesmo assim não enxergo bem. Acho que estou com catarata, dizem que a cortisona estraga a vista cedo, sei lá. Mas estou me preparando para envelhecer, ser escritor e continuar fazendo meu som. Eu sou bem-sucedido porque sei o peso do trabalho. Se parar de trabalhar, no mês que vem vou morar embaixo da ponte. São apenas meus primeiros cinqüenta anos, ainda tem muita coisa por vir . Sempre fui cara que quis ser caseiro, ter uma família. Sou casado há 20 anos. Pô, adoro minha mulherzinha (que ele chama de Regininha). Tenho três gatos, o Lampião, a Maria Bonita e a Dalila, e adoro morar em São Paulo. Estou muito mais bonito atualmente porque estou melhorando

QUEM: Por que tomava cortisona? 
L: Eu tinha nefrose, uma doença nos rins. Desde 1 ano eu tomava cortisona pra c.... Os médicos diziam que eu não sobreviveria, então minha mãe não me deixava fazer nada – escrever, calçar os sapatos, sair para brincar... Ela me superprotegia além da conta. Eu tinha tudo para ser um babaca, estava morto desde criança, na minha carreira me enterraram mil vezes, mas o rock’n’roll me salvou. 

QUEM: Como foi o período que passou na prisão? 
L: Fui pego com um galho de maconha (em 1987). Nem tinha erva, era só um galhinho. Cumpri três meses na cadeia com dois chefes do Comando Vermelho. Fiquei amigo dos caras porque levei caixas de Rivotril (tranquilizante) para a galera. Imagina, eles cheiravam cocaína num calor, dentro daquele cubículo! 

QUEM: Depois que saiu da cadeia, como foi? 
L: Fui muito bem tratado por eles (do Comando) e me tornei membro, uma espécie de diplomata do Comando Vermelho. Nunca gastei grana com farra: ganhava pó, uísque e até barra de ouro. Passava dias virado, cheirando pó, sob o fogo cruzado. Aí, a tia Bolinha, uma senhora lá do morro (da Mangueira), fazia suco de laranja para mim. Ela falava: “Menino, você está há dias sem comer nada, só cheirando esse troço. Precisa de vitamina”. Eu agachava para não levar nenhum tiro e ia tomar o suco. 

Jonas Tucci
QUEM: Até quando você se relacionou com criminosos? 
L: Ah, meu, acho que até 1992. Sumi de lá quando fui ameaçado. Um cara me mandou cheirar e eu estava de boa, não queria, mas ele insistiu e ameçou matar um amigo se eu não obedecesse. Agora, estou limpo, não uso mais droga, mas acho que devia ser legalizado. O crime tem muita força, meu, eu estava lá dentro, eu vi! Queria escrever só sobre esse tempo que passei no meio do crime. Virei bandido mesmo, fazia assaltos, atirava, pô! Era marginalizado pela sociedade e fui buscar a marginalidade real. Mas minha vida tem outras histórias... minha mãe se suicidou por minha causa. 

QUEM: Como foi isso? 
L: Ela era bipolar. Tivemos uma briga porque eu estava cansado das inúmeras tentativas de suicídio dela. Em seguida, ela deixou de tomar o remédio do coração e disse a todo mundo que, se morresse, a culpa era minha. Ela disse: “Meu filho, quando eu morrer, coloca uma bandeira do Botafogo e toca meu samba-enredo preferido”. Coitada, só achei um lápis que tinha a bandeirinha do Botafogo. Mas, no velório dela, eu batuquei no caixão, como ela pediu. O povo me tachou de mau filho, mas eu não estava nem aí com eles.  Só fiquei aliviado depois que escrevi esse livro. Minha mãe, Ruth, era professora, tentou dezenas de vezes o suicídio. Mas conto com muita naturalidade, me tratei como personagem, me desprendi e me curei com isso. Penso que se hoje consigo rir disso tudo, é porque estou curado

QUEM: Você também tentou se matar, em 1999. Por quê? 
L: Minha tentativa de suicídio não foi depressão química, foi uma reação saudável de querer me salvar, estava sem saída. A indústria fonográfica só me queria se eu gravasse um acústico, porque os artistas da minha geração só gravavam acústicos. Um dia, em que bebi, fiquei deprimido, peguei o canivete suíço, serrei os pulsos, fui para a janela e me seguraram para eu não cair. Me pegaram com camisa de força e, a partir daí, fique três meses sob vigilância integral. Olho para isso e não me arrependo.


QUEM: Gastou muito dinheiro com drogas? 
L: Que nada. Eu parecia um exu : chegava no palco e já ganhava seringa, garrote, heroína, cocaína. Torrei toda minha grana para me livrar da polícia e pagar propina para juiz. No livro, tem documentos que mostram que eu era perseguido, havia uma ordem para qualquer um poder me prender a qualquer momento.O Claudio Tognolli fez a pesquisa da perseguição que eu sofria na ditadura e conversou com as pessoas.


Jonas Tucci

QUEM: O que você lembra da sua infância? 
L: Levava muita porrada quando era criança, tinha muito apelido porque minha mãe me engomava muito. Eu era completamente anacrônico, parecia um menino da década de 30 . Naquela época, só tinha maluco e meu pai me vestia completamente diferente dos outros meninos, ele colocava roupa da época da guerra em mim. Aí, não tinha jeito, era esculachado por todos. Aos 12 anos, ia a centro de macumba. Tinha tesão em pomba gira. Ela é a imagem da puta, falava de sexo, amava ir pra ficar vendo ela. Uma vez, resolvi fazer uma sessão para o Exu Caveirinha em casa: tive a minha primeira crise epilética naquele dia. Quando acordei, estava tudo quebrado, a gaveta bagunçada, uma destruição completa. Um médico me curou com uma lanterninha. Segundo ele, era um problema no alinhamento da córnea, o nervo ótico está desorientado, sei lá. Desde 1993, estou curado

QUEM: Você tem uma filha, como é sua relação com ela? 
L: A relação é desprezível. Sabe aquele casamento em que a mulher fala mal de você para a filha? Não tenho o menor contato. Não conheço ela basicamente. Não quero falar nem o nome, nem invocar, porque nessa hora vai ter um monte de ratazanas atrás de mim. Só posso dizer que ela é uma carioca típica. Tudo de que eu discordo. 

QUEM: O que pensa sobre a música da geração atual? 
L: Esse agrobrega novo quer ser rock, mas é muito ruim. 
O Luan Santana, por exemplo, é uma minhoca, uma degenerescência estética, depõe contra a inteligência.
 

QUEM: Conte sobre sua briga com Herbert Vianna... 
L: Eu fiz "Me Chama", ele fez "Me Liga", eu fiz o disco "Cena de Cinema", ele fez o "Cinema Mudo", entre outras coisas. Eu dei pito nele, briguei, mas me falaram que no fundo ele é meu fã. Me disseram que, depois do acidente, quando ele estava voltando do coma, ele pediu um violão e começou a cantar “Chove lá fora e aqui...” Quer fixação maior que isso? Eu simplesmente não concordo com a maneira como ele se nutre dessa admiração. Só que agora ele está na cadeira de rodas. Vou dizer o que para ele?


QUEM: Quais foram as consequências disso? 
L: Essa minha briga com o Herbert Viana decretou minha solidão. Era eu e o resto, todos os meus amigos se bandeavam para o lado dele. Virei o doido, o maluco, o vilão. A música do Hebert, além de ser copiada, era ruim. Mas a crítica estava toda comprada. Então, no final de 1989, ninguém mais estava com a bola nenhuma, estava morta a nossa geração de artistas por causa dessa polarização, de muita briga. Acho que a minha cisão com o Herbert implodiu a geração


QUEM: Como foi o fim da união com a Blitz ? 
L: Fui baterista da Blitz, mas não ganhei muito dinheiro como eles. Na época do sucesso "Você não soube me amar", eu comia pão com mortadela, não tinha um puto no bolso, e o pessoal estava comprando sítio, apartamento duplex. Eu não assinei contrato com a gravadora porque eles queriam que eu rasgasse uma fita que eu tinha com composições próprias. A gravadora falou: "Ou você rasga isso aí ou não tem contrato". Como eu não assinei, me dei mal. A Blitz teve que virar uma banda infanto juvenil pra fazer sucesso, pô! Eu não concordo nisso.



QUEM: Você se sente esquecido no cenário musical? 
L: Eu sumi da biografia do Cazuza, sou o melhor amigo dele, a gente era a voz da nossa época . Ele falava: "Lobão, você teve que ser preso e eu tive que pegar uma Aids pra gente aparecer ". Eu faço parte da história do Cazuza, eu ajudei a construir tudo isso, mas me baniram da história, por isso eu resolvi escrever o livro. Ainda tenho que aturar crítico musical dizendo que eu lanço mão da musica do Cazuza . Mas os caras mal sabem que a música "Vida Louca Vida" é minha. Ele também cantou, mas a música fui eu que fiz e cantei primeiro. Tem gente que me assiste na MTV e acha que eu surgi agora, ali. O livro tem um historia muito densa e as pessoas tem que saber a minha historia . Numa m ... de país como esse, o povo tinha que me amar porque eu sou um gênio (risos)


QUEM: Por que resolveu escrever sua biografia? 
L: Eu era rei das manchetes de jornal, vendo mais revista e jornal que disco. Nada mais justo do que poder vender muito livro. Eu lutei e consegui a numeração dos discos. Antes, os artistas não sabiam quantos discos vendiam e as gravadoras ganhavam em cima do número que queriam. Eu escrevo sobre a minha geração, sou o primeiro dessa época a escrever e contar sobre ela. Acho isso muito importante.


Jonas Tucci







sábado, 6 de março de 2010

Paul McCartney deve fazer shows no Brasil neste ano


     
O cantor Paul McCartney deve fazer show no Brasil no mês de abril, informou o "Jornal da Tarde". De acordo com a publicação, o artista deve se apresentar nas capitasi de Rio de Janeiro e São Paulo.

O jornal informou ainda que Paul deve se apresentar em São Paulo no dia 18 e no Rio de Janeiro no dia 16.












Presença de Lennon em anúncio provoca polêmica


ReutersPor Monica Herrera


NOVA YORK (Billboard) - Um novo comercial da Citroen que está sendo transmitido na televisão britânica inclui imagens antigas de John Lennon, e agora fãs dos Beatles estão se perguntando se Yoko Ono tomou a decisão certa quando permitiu que a montadora francesa usasse a imagem de seu marido morto.
No comercial - que promove o novo modelo DS-3 "antirretrô" da Citroen - Lennon é visto criticando pessoas que revisitam o passado em seu trabalho atual.
"Depois que uma coisa foi feita, ela foi feita, então por que essa nostalgia toda - quero dizer pelos anos 1960 e 1970, sabe, buscando inspiração no passado, copiando o passado - de que maneira isso é rock´n´roll?", diz Lennon.
"Crie alguma coisa própria. Comece alguma coisa nova, sabe como? Viva sua vida agora. Sabe o que eu quero dizer?"
Em resposta à polêmica, Sean Lennon, filho de John Lennon e Yoko Ono, foi a sua página no Twitter e explicou o raciocínio que motivou a decisão de sua mãe.
"Ela não fez isso pelo dinheiro", disse Sean Lennon. "Teve a ver com a esperança de manter meu pai vivo na consciência pública. Não há mais LPs novos, então o comercial de TV é exposição dele junto aos jovens."
"Tendo acabado de ver o comercial, entendo por que as pessoas estão furiosas", acrescentou. "Mas (nossa) intenção não foi financeira, foi simplesmente querer que ele continue aí fora no mundo."
Quando uma das pessoas que acompanham Sean Lennon no Twitter argumentou que o público ainda tem plena consciência de quem são os Beatles (Obrigado, "Beatles Rock Band"), ele respondeu: "Você não acreditaria quantos jovens me perguntam quem foram os Beatles."
Reuters

Seu Jorge vai participar do elenco de “Tropa de Elite 2”



Seu Jorge dá uma pausa em sua agenda de shows, para gravar a sua participação no filme “Tropa de Elite 2”. O cantor vai interpretar o detento Beirada, que vai liderar uma rebelião no presídio Bangu 1.

O músico, que já trabalhou no cinema em "Cidade de Deus" e em "A vida marinha de Steve Zissou”, do diretor Wes Anderson, teve aulas com a preparadora de elenco Fátima Toledo para fazer o personagem.

A previsão é que a produção dirigida por José Padilha chegue aos cinemas no dia 13 de agosto, com a expectativa de repitir o sucesso da primeira versão que superou os 2 milhões de espectadores, além de conquistar vários prêmios, entre eles, o Urso de Ouro, do Festival de Berlim.

Museu em Milão homenageia designer de cadeiras Magistretti


MILÃO (Reuters Life!) - Um novo museu comemorando o designer italiano Vico Magistretti, famoso por criar uma cadeira de plástico empilhável, foi inaugurado nesta quarta-feira para homenagear uma figura importante do modernismo italiano.
O museu de três salas fica no estúdio de Milão onde Magistretti realizou a maior parte de seu trabalho. Foi criado pela Fundação Vico Magistretti, dirigida pela filha do arquiteto, Susanna Magistretti.
"A idéia é apresentar ao público a obra de Maigstretti através do trabalho que ele nos deixou", disse à Reuters a curadora Simona Romano durante a inauguração.
Visitantes poderão acessar o extenso arquivo da obra de Magistretti através de uma tela de toque.
Uma série de objetos e desenhos também será exposta no museu exibindo o talento do designer, conhecido como o mestre do modernismo italiano.
Uma cadeira Selene foi patenteada por Magistretti em 1967, mas foi só em 1969 que ela foi produzida e vendida pelo grupo de móveis Artemide. Foi recentemente re-introduzida no catálogo da companhia a pedido do público.
Magistretti, que morreu em 2006 aos 85 anos, "buscou unir o estético ao utilitário", disse Romano.
Ela acrescentou que um de seus lemas era "olhar para coisas comuns com olhos incomuns."
Além da cadeira Selene, Magistretti também criou outros objetos conhecidos como o abajur de mesa Telegono, o sofá-cama Opsite, a cadeira de plástico Gaudi e as prateleiras Nuvola Rossa.
Magistretti, amigo próximo do arquiteto italiano Renzo Piano, também trabalhou como arquiteto apesar de seu enorme sucesso em desenho industrial. Exemplos de seu trabalho podem ser vistos no museu com um convite para visitar seus edifícios em Milão.
Reuters

Confira os preços para os shows do Guns N' Roses no Brasil


18/01/2010 - Confira os preços para os shows do Guns N' Roses no Brasil
Um dos maiores nomes do rock mundial volta ao Brasil para cinco shows no mês de março. Liderado por Axl Rose, o Guns N' Roses se apresenta em Brasília (07/03, no Ginásio Nilson Nelson), Belo Horizonte (10/03, no Mineirinho), São Paulo (13/03, no Parque Antártica), Rio de Janeiro (14/03, na Praça da Apoteose) e Porto Alegre (16/03, no Gigantinho). 

Nesta segunda-feira (18), foram divulgados os preços dos ingressos e as datas de pré-venda dos ingressos para os clientes das redes Credicard, Citibank e Diners. A venda antecipada começa nesta segunda-feira em Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Para os fãs em São Paulo e Belo Horizonte, o início da pré-venda acontece na quarta. O público em geral poderá adquirir os ingressos no dia 25/01 (Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre) e no dia 27/01 (Belo Horizonte e São Paulo). 


Confira os preços para cada apresentação: 

Brasília 
Pista - R$ 280 (inteira) / R$ 140 (meia)
Setor Superior - R$ 240 (inteira) / R$ 120 (meia)
Pista Premium - R$ 500 (inteira) / R$ 250 (meia) 

Belo Horizonte 
Pista 1º lote - R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia)
Arquibancada 1º lote - R$ 120 (inteira) / R$ 60 (meia)
Pista Premium - R$ 500 (inteira) / R$ 250 (meia) 

São Paulo 
Pista - R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia)
Arquibancada - R$ 120 (inteira) / R$ 60 (meia)
Pista Premium - R$ 400 (inteira) / R$ 200 (meia)
Cadeira Coberta - R$ 280 (inteira) / R$ 140 (meia)
Cadeira descoberta - R$ 180 (inteira) / R$ 90 (meia)
Camarote - R$ 250 (inteira) / R$ 125 (meia) 

Rio de Janeiro 
Pista/Arquibancada - R$ 180 (inteira) / R$ 90 (meia)
Pista Premium - R$ 350 (inteira) / R$ 175 (meia) 

Porto Alegre 
Pista - R$ 150 
Pista Premium - R$ 280 
Cadeira - R$ 180 

Arquibancada - R$ 130 

Para maiores informações ligue (11) 4003-0848.